10 de ago de 2011

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Quando cruzou a ponte, olhou pra trás. O que trilhou, estava ali.
Sua estrada mostrava lindas bromélias, mas também grandes declives.
Não importava, era outra pessoa. Aprendera a cruzar o fogo e ressurgir como a fênix.
À sua frente, em forma de pôr do sol, estava o futuro. O horizonte se mostrava laranja intenso com azul suave e reticências. E à medida que o sol tocava a base do longe, tudo ficava mais vermelho, cor que vem a cabeça quando se pensa em ódio e paixão, mas que naquele momento, era só uma cor que aos poucos fazia contraste com a noite que avançava.
Diante do espetáculo natural, resolveu definitivamente, levar daquela estrada alia atrás, lembranças e gratidão, por que entenderá naquele momento, que tudo valia apena. Cada erro que cometera por ansiedade, cada buraco que caia por imaturidade, pelas vezes que se desviou do caminho certo por inocência. Por ter acreditado nas pessoas erradas, que nem sabiam, mas eram as certas. Por ter brincado quando devia seguir, por ter parado quando devia pensar, por não ter escutado nem conselhos, nem socorros.
Entendera que cada gota e cada queimadura do sol aumentavam centímetros no seu crescimento.
Agora ali, percebera que as mágoas se foram. Que não precisava, nem podia depositar a sua vida em mãos alheias. Percebera que é muito bom ter a sim mesma e aprendera a perdoar os espinhos que a feriu, por que a fizeram ir mais além. Compreendeu o porque dos seus pés calejados, que serviram pra protegê-la de novas dores, mas  jamais pôde impedi-la de seguir.

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