30 de ago de 2011

Sobre saudade e gratidão


Quis  voltar o tempo e pará-lo. Apreciar cada momento bom que estava ao seu lado. Mas queria diferente, queria que fosse como aquelas cenas de filmes que a gente se vê.  Porque eu queria admirar os momentos que você me fez feliz e que eu o fiz feliz. Porque as lembranças  são muito pouco, um dia elas se vão.
Queria nos ver tocando nossos lábios pela primeira vez, vê a emoção do meu rosto,  o pulsar do meu coração através da blusa, a forma como você fechava os olhos e o vento da noite que se transformava em madrugada. Ver seu rosto surpreso quanto toquei  as costas das suas mãos com meus lábios e meu rosto corar quando disse que queria dormir comigo. 
Como expectadora, queria voltar a primeira vez que sua mão tocou em meus seios. Ver a admiração do seu rosto quando viu pela primeira vez os meus mamilos rosados e pequenos. E a minha cara de prazer quando sua língua os tocara.  Presenciar a grandeza que foi os nossos corpos se tocarem nus em meio a prazer e timidez. Te ver tomando banho que não fosse dessa vez, pela sombra onde admirei cada centímetro do seu corpo másculo.
Estar conosco em cada loucura, observando o quanto éramos felizes, o quanto nos fazíamos bem. Rir os nossos risos, sentir saudade na despedida e felicidade na chegada.
Não é que não demos certo, nós demos sim! E foi pra mim, tudo perfeito e sentir saudade dessa felicidade às vezes me faz chorar. E sinto vontade de arrancar das minhas lembranças todos os momentos que estivemos juntos e felizes e revivê-los. Porque ao seu lado eu pude conhecer o significado do que é felicidade.
Obrigada!

Ao som de:Só Agora (Pitty) Pq assim q me sinto.

18 de ago de 2011

Sobre egoismo



É que às vezes não precisa ser certo, nem pra sempre, nem definitivo... Às vezes eu só quero mesmo que SEJA.   (Elenita Rodrigues)
Pq esse texto, parece meu.
Texto completo e original Aqui

17 de ago de 2011

Silenciar


Preciso silenciar pra saber o que eu sinto agora, pra saber o que fazer, como agir. Pra me entender, pra respirar sem travas, pra saber qual a cor de um sorriso novamente, pra saber se ainda sei sorrir como antes, e se não, reaprender como se faz.
Preciso silenciar, porque nem tudo é agora como foi um dia. Porque as emoções infelizmente (ou felizmente) são mutáveis, diferenciam-se e confundi.
Preciso silenciar  pra poder ouvir meus pensamentos, pra chorar, pra ouvir minha própria voz. Pra tentar sentir o que já não sei se sinto, e tentar buscar, talvez inutilmente, o que já se foi, mas  que eu preciso tentar reascender.
Preciso calar pra encontrar culpados, pra saber o que aconteceu. Pra ver no espelho o meu próprio reflexo, mesmo que não seja o mesmo.
Preciso calar, pra ficar comigo mesma, pra sentir meus próprios toques, minha própria opinião.
Preciso calar, pra aprender a curar meus soluços, porque ninguém mesmo além de mim, sabe o tamanho do que sinto. Preciso calar, pra viver intensamente como  fiz um dia.
E você, você precisa entender o meu silencio, aceitar e ver que preciso disso, porque ser feliz não é somente falar, mas  ficar introspectiva, meditar, buscar outro mundo dentro mim, e viver!


10 de ago de 2011

Seguir



Quando cruzou a ponte, olhou pra trás. O que trilhou, estava ali.
Sua estrada mostrava lindas bromélias, mas também grandes declives.
Não importava, era outra pessoa. Aprendera a cruzar o fogo e ressurgir como a fênix.
À sua frente, em forma de pôr do sol, estava o futuro. O horizonte se mostrava laranja intenso com azul suave e reticências. E à medida que o sol tocava a base do longe, tudo ficava mais vermelho, cor que vem a cabeça quando se pensa em ódio e paixão, mas que naquele momento, era só uma cor que aos poucos fazia contraste com a noite que avançava.
Diante do espetáculo natural, resolveu definitivamente, levar daquela estrada alia atrás, lembranças e gratidão, por que entenderá naquele momento, que tudo valia apena. Cada erro que cometera por ansiedade, cada buraco que caia por imaturidade, pelas vezes que se desviou do caminho certo por inocência. Por ter acreditado nas pessoas erradas, que nem sabiam, mas eram as certas. Por ter brincado quando devia seguir, por ter parado quando devia pensar, por não ter escutado nem conselhos, nem socorros.
Entendera que cada gota e cada queimadura do sol aumentavam centímetros no seu crescimento.
Agora ali, percebera que as mágoas se foram. Que não precisava, nem podia depositar a sua vida em mãos alheias. Percebera que é muito bom ter a sim mesma e aprendera a perdoar os espinhos que a feriu, por que a fizeram ir mais além. Compreendeu o porque dos seus pés calejados, que serviram pra protegê-la de novas dores, mas  jamais pôde impedi-la de seguir.

5 de ago de 2011

Complemento

Você veio junto com o meu negar, mostrar o doce sabor, o qual já há muito não queria mais em mim.
Renasceu a vida junto com o seu sorriso que fez o meu palpitar *descompassante e *envergonhante, gritar o seu nome através dos meus olhos, do meu sorriso de criança feliz na simplicidade de um tocar de lábios, que nos fez misturar cor, cheiro, sentimentos, recíprocas...
 E no amanhecer daquela noite, o vento nos entrelaçava como uma música em nossos ouvidos que nos perpetuou: eu, metade você, Você meu complemento.
Ao negar-te, escondia-me bobamente, como um mergulho no oceano salgado que extingue o respirar e maltrata o ver.
Emergi!
Relutar, já não me cabia, sendo que estava totalmente inebriada com o teu eu indescritível.

E o sim me veio como necessidade.
Vi o sol como sangue, o ar palpável, as flores, cor de alegria.
O sorriso encantador e prateado da lua no imenso negro, lembrava o incalculável da minha alma.
A magnitude de tua essência não me permite ver mais o feio.
E nos lábios o sorriso não me falta.
O existir que em outrora refletia sem sentido mínimo, me fez querer cem a mais.
E o exagero opcional, refleti o quão maravilhosamente me encontro. O tolo não aceitar de antes que me fazia doer uma dor camuflada em falsa felicidade, esse faço questão que não mais exista.
No paralelo, observo o fechar dos teus olhos, o aquecer de sua pele. Me sinto gigante no seu abraço e te vejo pequeno ao meu querer.
Nas rebuscadas explicações encontro o permitir, meu, seu, nosso! E nas promessas de não prometer a clareza da lealdade, nos fortalece.
Nossas metades, agora um todo, torna-se, como o aumentar do nascer do dia, mais cúmplices.
Bela como sua presença é como vejo a vida. Porque o brilho dos teus olhos negros, enfeitam o meu viver.
Palavras expressam sua presença em mim, embora intensas, corresponde ao que vivo agora, que ao seu lado é milhões de vezes mais colorido.
Quero estar assim, cada dia mais, mesmo que o amanhã já não nos pertença.
Quero você em mim, porque agora estás meu, tanto quanto eu, sua!  


*descompassante e *envergonhante: Palavras não existentes. Linguagem da autora, poeticas.

PS: Dias de felicidade proporcionados por uma pessoa incrível, que faço questão de nunca esquecer: Você: Otton!!  Obrigada por tudo!! Nossa música

4 de ago de 2011

Perpétuo

Já não é sua pele que necessito tocar.
Seus beijos pra mim, já não tem o mesmo sabor.
Quem sabe, seja eu a culpada...
Dispus-me pra ti com o fervor que o sentimento me intensificava, cada dia além.
Despi minha alma de todo medo.
Só deixei!
Puramente!
Mas o valor que você me atribuiu, foi o mesmo do que o que foi jogado fora, descartável, sem préstimo...
Ainda assim, lutei!
Te queria, era o meu único significado.
Mas sua incapacidade de perdoar condenou o que de lindo tinha em nós.
Conseguiu por muitas vezes o que tanto queria: me machucar.
Mas não sabia que sua lança nada mais foi do que uma espada e feriu nós dois, com suas duas faces.
Você até bebeu meu sangue na sua taça dourada, sem perceber que dentro, havia o seu. Que como veneno, estava misturado ao meu. Por isso o amargo!
Hoje o efeito foi inesperado:
Enquanto você consumia o meu sangue, arrancava de dentro de mim o que ainda restava de você, fazendo com que eu me curasse, porém, fez com que você me perpetuasse dentro de ti. 

*** Texto escrito há 2 anos atrás.
E com um porque, que  provavelmente quase ninguém (ou ninguem além de mim) vai entender. Mas essa musica tem a ver com o passado da história (que é verídica) do texto.