29 de jul de 2011

Inspirações...

                            "Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer  coisa. Não altera em nada...    Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."


                                                                                                                                                        Clarice Lispector


 

Dias me sinto envolta por uma membrana chamada pensamento.
Leve, me faz flutuar.
Me transporta por lugares chamados tempo, por milhares de cores todas brancas.
Em outros, estão meu corpo, me fazendo sentir seu coração.
Invadem meus olhos com suas emoções, vezes positivas, outras negras como querem que eu sinta sua alma.
Ouço as palavras com os olhos que estão em minha mente.
Com sentidos destorcidos.
Grito com as mãos!
Tenho medo!
E se não for o certo?
A compreensão às vezes não passa do meu raciocínio.
Outras vezes se torna ridícula, subitamente em vão.
Leve, se faz pesada.
Seus impulsos são maiores do que meu conter.
E sai...
Quase sempre sem explicação... Sai!
O por que?
Desaparece!
Talvez nem haja algum...
Quem sabe não precise de um?!
Como agora que me carrega por pântanos azuis. Por céus laranja como pintas pretas.
Os outros?
 Não o são!
Em muitos há só um de mim.
Mas, meu reflexo se transforma em vários.
Assim como meus pensamentos têm muitas vozes, dizendo todas a mesma coisa, com vários significados. Que cabe não só a mim decifrar. 

PS: Esse texto mostra a forma como me sinto na criação de alguns textos.

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